Avaliação diagnóstica do TEP

“Highlights do episódio”  do podcast  “Avaliação diagnóstica do TEP”

A suspeita de Tromboembolismo Pulmonar (TEP) agudo ou subagudo decorre da avaliação conjunta da apresentação clínica, exame físico e fatores de risco para eventos tromboembólicos. A dispneia é o sintoma marcante, podendo surgir em minutos a poucas horas, se TEP agudo, ou em dias a semanas, se TEP subagudo.


A avaliação diagnóstica dependerá primeiramente do estado hemodinâmico do paciente, já que essa entidade é potencialmente fatal. Em pacientes instáveis, ou seja, com sinais de choque obstrutivo, a primeira medida recai sobre estabilização e realização da angiotomografia de tórax, um exame confirmatório. Já se o paciente permanecer instável, o próximo passo é a realização de uma ecocardiografia transtorácica à beira leito, em busca da falência de ventrículo direito, um sinal indireto de TEP.


Para pacientes estáveis, a avaliação demanda uma estratificação de risco por meio de escores validados (vide abaixo). Lembrando que a utilização esses escores é melhor validada em ambiente ambulatorial ou de pronto-atendimento (PA), já que a prevalência de TEP nesses cenários é menor que no ambiente intra-hospitalar.


Em pacientes ambulatoriais/PA de baixo risco: realizar a regra PERC. Se nenhum dos itens da regra PERC forem preenchidos, a TEP é descartada;

  • Se 1 ou mais dos itens da regra PERC forem preenchidos: solicitar D-dímero*.
  • Em pacientes ambulatoriais/PA de risco intermediário: solicitar D-dímero*.
  • Em pacientes ambulatoriais/PA de alto intermediário: solicitar angiotomografia de tórax (ou cintilografia ventilação perfusão se contraindicação ao contraste).

*Atentar para situações de falso-positivo para D-dímero, como cirurgias recentes.

Escore de Wells:

  • Sinais e sintomas de TVP – 3 pts
  • TEP tão ou mais provável que diagnósticos alternativos – 3 pts
  • FC > 100bpm – 1,5pt
  • Imobilização por mais de 3 dias ou cirurgia há menos de 4 semanas – 1,5pt
  • TVP ou TEP prévios – 1,5pt
  • Hemoptoicos – 1pt
  • Cancer em atividade – 1pt

Classificação:

  • Baixo risco: <2
  • Risco intermediário: 2-6
  • Alto risco: >6

Escore de Genebra (Geneva) modificado:

Fatores de risco:

  • Idade > 65 anos – 1pt
  • TVP ou TEP prévios 3pts
  • Cirurgia ou fratura de MMII na semana anterior – 2pt
  • Cancer em atividade – 2pt

Sintomas:

  • Dor em membro unilateral – 3 pts
  • Hemoptoicos – 2pt

Sinais:

  • FC
    • <75bpm – 0 pt
    • 75-94bpm – 3pt
    • >=95bpm – 5pts
  • Dor/sensibilidade à palpação em trajeto venoso profundo da perna ou edema unilateral – 4 pts

Classificação:

  • Baixo risco: 0-3
  • Risco intermediário: 4-10
  • Alto risco: >=11

Confira o episódio completo clicando aqui: Avaliação diagnóstica do TEP.

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